Projetos de independência – 2ª parte (Episódio 12)

Fonte: Google

O capitão Domingos Teotônio Jorge frequentava reuniões na casa de Cruz Cabugá e disseminava as ideias republicanas. Viajou com Domingos Martins para a Bahia; foi sozinho ao Rio de Janeiro, onde firmou contato com as lojas maçônicas; esteve em inúmeras missões secretas na Paraíba. Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo também queriam livrar-se de custear os luxos da Corte.


No Rio de Janeiro e na Bahia, ficou acordado entre os maçons que o levante deveria ser deflagrado também naquelas duas províncias ao mesmo tempo em que em Pernambuco. Eles acreditavam que, dessa forma, teriam mais tempo de engajar pessoas. O objetivo era proclamar a independência e a implantar a democracia no Brasil.


A Corte quase sempre fazia propostas de acordos muitas vezes não cumpridos. Caetano Pinto por fim convenceu-se de que os pernambucanos não aceitavam de bom grado as imposições da Corte. A partir daí, quando recebia ordens para criar novos impostos, alertava, através de ofício, sobre o momento tenso de insatisfação da população da província.


Em 1816 os problemas a serem administrados pelo governador eram muitos. Alcançavam proporções além daquilo que ele poderia dar conta e envolviam comerciantes, latifundiários do norte da província, militares e padres. Pessoas das classes populares e negros livres também almejavam uma vida insubordinada às autoridades constituídas, tanto as civis quanto as militares.

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